Conversamos informalmente com outras pessoas que são ou têm amantes, e ela são unânimes em dizer que não trocariam esta relação por um casamento ou um compromisso sério. Ninguém aceitaria se fosse o marido ou a esposa, mas nem os filhos pesam nesta relação. Observamos também que, não no entanto, não há uma evidente intenção em esconder as relações extra-conjugais. Já não há mais tantos questionamentos e sim muita curiosidade, a sociedade passou a "aceitar" como comum.

Ela finaliza dizendo que ele é o namorado que todo mulher sonha ter, romântico, carinhoso, atensioso e inteligente. E afirma que não é apenas atração física há companheirismo.

Não espera que ele largue a esposa para ficar com ela, diz que já se colocou no lugar de esposa e que não aceitaria tal situação.

Ela diz que apesar da distância ele se comunica muito mais com ela do que com a esposa. Diz " discutimos nossa relação diariamente. Fala que já foi casada e que não quer passar por está situação novante. "Ser a outra é muito mais prático e exitante". Sabe que quando estiver mais velha sentirá falta de um companheiro mais presente, mas issso não a importa agora, ela quer continuar namorando sempre...                  

Quando perguntada pq aceitou, disse que não imaginava que seria uma relação duradoura, uma vez que ele mora em outro país. Porém afirma que se falam todos os dias pelo ICQ pelo menos por uma hora.Ela diz tb que a esposa dele desconfia, mas que jamais teve vontade de contar, pq é de seu enteresse um relacionamento informal, liberal. Diz que já foi casada e tem três filhos e que seus filhos sabem da relação.

Ela diz também que já sabia que ele tinha outro relacionamento, pq no contato profissional ele a mandava fotos da família. Mas afirma que isto não importou pq não imaginava ter outro contato com ele senão profissional.

Colocaremos agora partes de uma entrevista feita com uma amante.

Quando perguntada sobre como ocorreu o encontro, ela disse que foi um contato profissional primeiramente e que quando se conheceram pessoalmente foi uma atração  inevitável, tinham gostos parecidos e objetivos em comum.

" Eu não tenho ciúmes dela porque eu, na posição em que ela está, preferia mil vezes ser a outra do que ser a número 1. Na posição dela jamais queria estar; uma pessoa com quem você está todo dia, mora na mesma casa, mas sem nenhum interesse. Quando a gente se encontra no fim de semana ele fica doido para me contar as coisas dele, porque com ela não tinha mais conversa."

Depoimento de Ângela (nome fictício dado pela autora do livro), onde ela deixa claro que a culpada não é ela, mas sim a mulher do seu amante, que não soube cuidar e preservar o seu casamento.

" Estar com este cara envolve em primeiro lugar eu ser eu, independente dele, já que ele não é meu e eu naõ sou dele. Antes de estar com ele, tenho que ser eu, a gente não tem a possibilidade de se misturar, se confundir. Não é atoa que estou transando com um homem casado neste momento da minha vida; é a forma que encontrei de conseguir transar com uma pessoa e ao mesmo tempo preservar a minha individualidade." (p: 29)

Depoimento de Aurora (nome fictício dado pela autora do livro), onde ela deiza claro que relacionando-se com o homem casado, pode ser o mais livre e espontânea possível, mesmo reconhecendo que exista algumas desvantagens sobre ser "a outra". 

s casais de Esparta, praticavam o adultério de forma legalizada para combater o ciúme exagerado. Durante a Idade Média, mesmo com a Igreja Católica castrando qualquer traço de conduta desviante, as francesas da Savóia, uma vez por ano, organizavam uma espécie de clube da Luluzinha. Juntas, iam às tabernas para se encontrar com outros homens. Todas apoiadas pelo consentimento dos maridos. Mesmo proibida, a prática continua muito corrente.

http://www.traida.net/oqetraicao/um_pouco_de_historia.cfm

Curiosidades na internet sobre o tema

m Portugal, no ano de 1715, o rei Dom José baixou uma lei destinada a proteger os casados do hábito então freqüente, de se colocar chifres nas portas das casas onde acontecia uma traição. Quando os amigos não tinham coragem de contar o ocorrido ao suposto "corno", usavam deste artifício para alertá-lo do fato. O problema foi que alguns desordeiros começaram a colocar chifres em qualquer porta por motivos variados, o que causava muita confusão.

http://www.traida.net/oqetraicao/um_pouco_de_historia.cfm

Poligamia

Muitas esposas africanas persuadem seus maridos a tomar uma segunda esposa e assim eles não se sentem sozinhos (56). Uma pesquisa realizada na segunda maior cidade da Nigéria com 600 mulheres, com idades entre 15 e 59 anos, mostrou que 60% dessas mulheres não se importariam que seus maridos tivessem uma outra esposa. Somente 23% expressaram raiva ante a idéia de dividirem seus maridos com outras mulheres. 76% das mulheres que se manifestaram numa pesquisa realizada no Quênia, viram a poligamia positivamente. Em outra pesquisa realizada no campo, 25 de 27 mulheres consideraram a poligamia melhor do que a monogamia.

Saiba maiores detalhes sobre essa questão no site: http://www.loxodromica.nl/Files/X-Files/Poligamia.htm

Capa do livro "A outra" 

A outra
Estudos antropológicos sobre a identidade do homem casado
Mirian Goldenberg

O livro traz uma abordagem séria e inovadora de uma situação muito presente na sociedade brasileira. A autora realizou uma pesquisa cuidadosa e original com mulheres que foram ou são amantes de homens casados, bem como seus parceiros e suas famílias, buscando desvendar os preconceitos e estigmas que envolvem esse papel social.

Bem vindos

 Através da disciplina Novas Mídias (que nos ajudou na elaboração e estruturação deste blog) e Antropologia Cultura (que nos insentivou a discutir e realizar um trabalho de campo sobre este tema), e com a administração das alunas Laura Menezes, Nara Piazza e Renata Carvalho o blog discute o tema AMANTES. Estamos abertos a comentários e, principalmente, depoimentos daqueles que desempenham este papel do (a) outro (a).

Bem vindos ao blog titulodeamante!

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